Consumo de aço vai crescer 44%, diz instituto

02/12/2010

O Brasil deve fechar 2010 com recorde de consumo aparente de produtos siderúrgicos, impactado pelo aumento das importações. Segundo previsão do Instituto Aço Brasil (IABr), o consumo aparente deve ser de 26,8 milhões de toneladas este ano, 44% a mais do que em 2009 e 11% acima de 2008, período pré-crise.

O acréscimo constatado em 2010 em relação aos dois anos anteriores deve-se às importações, que no ano em curso estão estimadas em 5,9 milhões de toneladas, alta de 154% sobre o ano passado e de 123% em relação a 2008. "No pós-crise, a América Latina atraiu volumes crescentes de exportações e isso foi percebido no Brasil. O recorde de consumo não significou recorde de produção no País, mesmo com sobra de capacidade", diz André B. Gerdau Johannpeter, presidente do conselho diretor do IABr.

A produção brasileira de aço bruto de 2010 está estimada pelo instituto em 33,1 milhões de toneladas, avanço de 25% em relação ao ano passado. As vendas internas devem ter alta de 30,4% sobre 2009, chegando a 21,3 milhões de toneladas. As exportações de produtos siderúrgicos no período devem totalizar 8,7 milhões de toneladas e US$ 5,5 bilhões, aumento 1% em volume, quando comparado com 2009.

Frente às projeções macroeconômicas do País para 2011, o IABr estima o consumo aparente de produtos siderúrgicos em 28,3 milhões de toneladas no ano que vem, alta de 6%. "Não conseguimos estimar números de comércio exterior porque dependerá da evolução das condições de competitividade da indústria brasileira frente à concorrência desleal, custos tributários elevados e política cambial", diz Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil.

O Brasil deve fechar 2010 com recorde de consumo aparente de produtos siderúrgicos, que deve ser de 26,8 milhões de toneladas, 44% a mais do que o registrado em 2009.

Fonte: Infomet / DCI
Publicação: 30/11/2010