Manutenção Preventiva em Estruturas Metálicas

29/03/2008

Autor: Prof. Dr. Eng. Yopanan C. P. Rebello

A manutenção preventiva das estruturas em aço deve se iniciar já na fase de projeto.

Em princípio seria recomendável que os elementos estruturais em aço fossem protegidos por materiais mais resistentes aos efeitos do meio ambiente, como alvenarias e o próprio concreto.

Mas como esse nem sempre é o desejo de quem elabora o projeto de arquitetura, será necessário o estabelecimento de alguns critérios.Para compreender melhor como proteger a estrutura de aço é necessário saber como ocorrem os problemas de deterioração do material.

Para isso vale a pena se estender rapidamente na explicação do processo de corrosão do aço.

Corrosão atmosférica

Processo eletroquímico de reação do material com a atmosfera de maneira a formar um óxido. Neste caso ocorrem reações químicas ou fluxo de elétrons.

Para que ocorra o fluxo de elétrons, causando a deterioração do material, é necessária a existência de um meio eletrolítico como água e oxigênio. Quanto mais impura for a água melhor será o meio eletrolítico e maior será o efeito da corrosão.

Corrosão galvânica

Ocorre principalmente quando dois materiais de potenciais eletrolíticos diferentes, por exemplo aço e alumínio, são postos em contato direto, ou na presença de um meio eletrolítico.

Lembrar que o acúmulo de pó pode, também, criar um meio eletrolítico.

Dobras no aço pode criar diferença de potencial entre dois pontos criando a possibilidade de correntes galvânicas que provocam a corrosão. Portanto cuidado especial deve ser tomado com os perfis de chapa dobrada.

Em vista do exposto, em termos de projeto, a prevenção pode-se dar evitando que nos perfis estruturais possam se acumular umidade e poeira, através de um adequado posicionamento.

Os perfis próximos a paredes devem ter desta uma distância adequada (em torno de 15 cm) para que se possa atingir toda a superfície durante a pintura.

Evitar colocar em contato metais diferentes. Porcas e arruelas são pontos críticos, pois são em geral constituídos de metais diferentes do aço dos perfis. Cuidado na escolha desses elementos.

Os perfis devem ser afastados do contato com solo e umidade constante, principalmente os pilares. Neste caso é recomendável que o pilar fique afastado do solo pelo menos 5 cm. deve ser apoiado em uma base de concreto que aflore os 5 cm. Caso isso não seja possível, toda região do pilar metálico abaixo do solo deve ser envolta em uma camada de concreto, de preferência armada, de espessura em torno de 10 cm.

A tinta é o meio mais adequado de proteção. As tintas são classificadas em tintas de fundo e de acabamento.

O zarcão é a tinta de fundo mais conhecida. As tintas de fundo devem ser sempre aplicadas em superfícies limpas.

As tintas de acabamento e suas aplicações são:

  1. Tintas epoxidicas (a base de epóxi), usadas em ambientes internos. Resistem bem a umidade. Podem desbotar quando usadas em superfícies externas.
  2. Tintas alquidicas (esmaltes) Servem para externo e interno. Não resistem a molhamento constante.
  3. Tintas poliuretânicas e acrílicas. Usadas em externos. Muito resistentes a ambientes industriais e marinhos. Tem cores bastante resistentes.

A manutenção durante o uso deve ser feita periodicamente em função do tipo de tinta usado (consultar fabricante). A superfície atacada deve ser limpa, com jato de areia ou lixamento, com posterior aplicação de uma tinta de fundo e de acabamento, nesta ordem. Evitar umidade e poeira junto às peças estruturais.

Fonte: Portal Met@lica