Perspectivas para o mercado de tubos

24/09/2010

Formar profissionais, fortalecer cadeias produtivas e desenvolver tecnologia. É nisso que o Brasil deverá focar nos próximos anos para estar preparado na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. E o mercado de tubos será promissor para o desenvolvimento da infraestrutura que envolve esses projetos.

Segundo o engenheiro civil Guilherme Pires de Mello, diretor de petróleo e gás da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), o país passa por um ciclo quase inédito de desenvolvimento e essa tendência deve prosseguir pelos próximos cinco ou seis anos. Um exemplo disso é o investimento de empresas interessadas na Copa, cujos investimentos no país são na ordem de 100 bilhões para renovação de estádios, obras de transporte e mobilidade urbana.

Em entrevista concedida ao portal Met@lica, o engenheiro afirmou que os projetos que irão requerer maior demanda de tubos são aqueles ligados à área de óleo e gás, complementação do pré-sal, biodiesel/biocombustíveis. O diretor da associação disse ainda que há uma série de projetos de alcoodutos em fase de estudo de viabilidade técnica e que algumas empresas estão promovendo associações, entre elas a Petrobras, visando negócios na área. Nesse caso os tubos que serão requeridos são para escoamento/exportação da área central do Brasil até o porto (Santos, principalmente).

De acordo com o engenheiro, os tipos de tubos mais favorecidos serão os de aço carbono e também tubos com costura e sem costura.

A fim de atender toda essa demanda as indústrias, no geral, estão investindo na ampliação da capacidade instalada, melhoria tecnológica do processo de fabricação e formação de pessoal. Isso torna o mercado mais competitivo gerando qualidade e produtividade. Mello acredita ainda que os tubos fabricados no Brasil são de primeiríssima linha, pois a indústria está habituada a padrões rigorosos de qualidade.

Fonte: Portal Met@lica